Changing the guards.

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A Sociedade pós política pós moderna, esta sociedade, é aquela que contra a Ideologia e os conflitos ideológicos, se pauta pelo aparentemente improvável colaboracionismo cínico e oportunista entre os tecnocratas sem rosto do Capital transnacional e os herdeiros pós marxistas do liberalismo multicultural. É ao consenso destas duas forças, no essencial suportadas por uma Ideologia desideologizada, que é urgente resistir, através de um retorno articulado ao conceito de politização, activo e radical. Que recuse o vácuo do ” todos iguais, todos diferentes “, que mais não é do que a expressão desse consenso acrítico e impotente. Este Combate, tenhamo-lo presente, passa pela acção nos pequenos factos do dia a dia, na insignificância aparente do protesto pontual e, em caso algum, no limite, poderá excluir o recurso à violência. Violência como passagem ao acto, de facto, violência enquanto grito, corolário da Desobediência Civil, da Acção Directa. Violência, depois, que explode face à asfixia anestesiante da violência do Estado. A subversão não é um projecto lúdico, uma utopia folclórica. O radicalismo do liberalismo multicultural da nossa esquerda militante apenas assegura a estabilidade conservadora e reaccionária do Sistema, do Mercado. Do Capital. Foi esse o falhanço, por exemplo, do Neues Fórum, na RDA, ao pensar ser possível conciliar liberdade real com um modelo que assenta na economia do capitalismo global. É necessário voltar à politização com base na herança europeia ancestral. Com Violência, se necessário for. Sabendo que o Capital desterritorializa e que só pode ser combatido pela emergência de nacionalismos que reterritorializem as Identidades sufocadas. A Revolução terá de passar pelo não à diversidade e pelo sim à pertença. A diversificação é a arma da globalização capitalista, é o cimento onde se satisfaz a dinâmica do Capital. Aliás, a História ensina-o: todos os movimentos revolucionários, foram na sua essência, de carácter vincadamente nacionalista. Isto faz ainda mais sentido quando urge um repolitização da economia, condição de autêntica intervenção política numa época onde o Capital, à margem ou em nome do próprio poder do Estado, do controlo público político, do Poder, toma as decisões que vão pautar todos os nossos gestos de sobrevivência no dia a dia. Haverá sempre um dia em que teremos de deixar os bombos em casa e sair às ruas com molotoves e metralhadoras. Não se iludam que, antes de vocês, já o sabe o Sistema.
O tempo, tempo trará.

(Título tirado a uma canção de Bob Dylan)

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