Manifesto das Fontainhas.

1. Pela presente reunião são criadas, no interior da A.N.(A.) os Comités de Acção Revolucionária, organizações autónomas de carácter revolucionário anti capitalista e que visam, em termos estratégicos, combater de forma eficaz a lógica do sistema parlamentar burguês desta República e dos seus partidos políticos, sem excepções.

 

2. Esta formulação impõe-se num momento especialmente delicado e difícil para a maioria da sociedade portuguesa, onde trabalhadores e revolucionários, enquadrados pelas ideologias reformistas, encontram a sua acção de Luta bloqueada por barreiras e divisões partidárias, sectárias, e uma ofensiva crescente das forças do Capital. Nesse sentido os CAR pretendem ser um ponto de união e convergência para o Combate a travar.

 

3. Organizados em moldes autónomos os CAR irão procurar o desenvolvimento, organização e implantação abrangente da A.N.(A.), a partir da base, um Movimento que assenta a sua actividade na prática do quotidiano, na Rua, procurando a unidade necessária de todos os que lutam contra o Capital. Procurarão os CAR ser espaços o mais abertos possíveis a todos os que procuram uma convergência teórica e prática na Luta autónoma por objectivos comuns. Os CAR irão preferencialmente acentuar na sua intervenção a opção pela Intervenção Cívica, a Acção Directa, a Desobediência Civil, sustentada no princípio da Luta de Classes adaptada às realidades da sociedade contemporânea, conscientes de que o proletariado de Marx morreu e que o Projecto Revolucionário, hoje, é a multiplicidade de lutas nas diferentes esferas da actividade social pela subverssão da vida quotidiana. Sabendo sempre que não são as vanguardas mas o Povo que se  muda a si próprio.

 

4. A A.N.(A.) assume-se assim a partir deste momento como plataforma nacionalista revolucionária anticapitalista autónoma e espaço de trabalho e elaboração política teórica, bem como coordenadora da intervenção dos  CAR.

 

5. Nesse sentido é a actual Coordenadora da A.N.(A.) mandatada para no prazo de um mês apresentar a versão final da sua Carta de Princípios, nos termos deliberados colectivamente nesta Conferência de Refundação de 3 de Maio de 2008.

 

” Reconstruir a vida, reedificar o mundo: uma só Vontade! “

( Raoul Vaneigem ). 

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