( A ser discutido na próxima Reunião Geral. Aos Camaradas em questão o pedido de desculpas por só hoje divulgarmos o texto ).
Camaradas:
A Luta, como costuma dizer o Camarada Condor, faz-se fazendo. Com ela surgem problemas novos a exigir também respostas novas. Afinal no princípio deste caminho eram quatro e hoje estão aqui nove CAR’s. Distantes já em muitos aspectos do que começamos por ser. Temperados já e felizmente por alguma Rua. A aprender em cada situação. Sem nunca sermos vanguarda ou protagonistas de coisa nenhuma. Estivemos em Lisboa. Estivemos em Olhão. Estivemos na Bélgica. Estamos em Berlim, em Dresden, no Porto. Não vou demorar a expor o que me faz intervir. Trago apenas em nome do meu CAR e no do Camarada Listy o pedido de agendamento para discussão na elaboração do texto definitivo da Carta de Princípios da A.N.(A.) a questão nacionalista.
Ao destino sombrio de uma Europa em declínio, iniciada nas ruínas de Roma, conforme o explica Julius Evola em ” Revolta contra o Mundo Moderno “, haverá que contrapor a transcendência universal da Tradição ao actual estado crepuscular e nada mais é contrário às categorias do espírito Tradicional do que a ideia de uma civilização colocada sob o signo do colectivo. Isto torna urgente fazer a distinção entre nacionalidade e nacionalismo. É saber com clareza que o nacionalismo moderno é quantidade, simples massa que actua por mitos e sugestões para despertar instintos elementares. A substância do nacionalismo moderno não é um ethnos mas um demos, uma herança degenerada da Revolução Francesa. Defendemos a Identidade comunitária tradicional dos povos e nacionalidades europeias. O abismo que enfrentamos, respeitando esta permissa, exige a Luta por uma Europa transnacional feita por homens unidos por uma ideia de defesa civilizacional, assente num bloco de nacionalidades, respeitadora da Identidade única de cada povo, mas voltada para a defesa da herança e do património, da Tradição da Europa de todos nós, única, essa Europa que não é nunca a de Bruxelas e do Capital, essa Europa que cambaleia face às ameaças mais ou menos violentas que as civilizações e a barbárie que nos rodeiam tentam fechar sobre nós. Esses, os que pretendem saquear as ruínas que ainda nos restam. Por isso pensamos ser importante pensar, não a Nação mas a Europa. Alterar conceitos. É ,nesse sentido que apresentamos este tema a discussão de forma a ficar esclarecido de que nacionalismo falamos aqui no nosso Movimento. Ou, se ele próprio fará ainda sentido. Nessa medida, apresentamos em anexo proposta de alteração à Carta de Princípios. Esperamos as contribuições de todos.
Saudações!
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